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O Tatamirô Grupo de Poesia é um grupo amapaense de declamação de textos poéticos, sejam eles escritos na forma de prosa ou verso em suas múltiplas manifestações verbovocovisuais. Criado em Abril de 2009, o Grupo nasceu do desejo de dizer Poesia às pessoas. De colocar a voz a serviço da Poesia. De falar as coisas do mundo de forma diferente.

domingo, 20 de abril de 2014

O verbo é "parcerar"!

Aline Pacheco e Herbert Emanuel

O Tatamirô Grupo de Poesia acredita cada vez mais que o trabalho em conjunto, a conspiração e a união de diversos talentos e artes é o que faz a diferença. Por isso convidamos a artista Aline Pacheco para  "parcerar" seu desenho com o poema de Herbert Emanuel.

Aline Pacheco
Poética 

cavo o que procuro 
na brancura do escuro 
cavo em dia raro 
pra que tudo saia claro 
como um furo
 no centro do muro

 cavo sem medo 
de revelar o segredo 
que - ao cavar - não renego 
mas chego bem perto do ego
 cavo por sina, por rima 
 ou pra ficar esperto 
se o certo se aproxima

cavo uma vez mais 
duas ou três vezes ao dia 
cavo por insistência ou teimosia 
mas se tudo vir abaixo 
virar ruína 
não desisto 
não dou trégua 
cavo mais em cima 

 (Herbert Emanuel)

Aline Pacheco é arte-educadora e produtora cultural independente. Começou a se dedicar ao desenho aos 13 anos de idade, parou aos 16. Em 2012, já com 25 anos, entrou para o coletivo amapaense de arte "Catita Clube", onde oportunamente voltou a se reconectar com o universo da ilustração. Fotografia, lambes e grafite também se tornaram passatempos alegremente apreciados.




Herbert Emanuel é poeta, professor de filosofia. Também integra o Tatamirô Grupo de Poesia, onde cultiva além da Poesia Tradicional, experimentos com a Poesia Sonora.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Meada

poeminha para três gatos da lia
de herbert emanuel


terça-feira, 15 de abril de 2014

Zulusa é Patrícia Bastos


Celso Viáfora e Dante Ozzetti levaram a pantera para lá e ela causou. Desde domingo, escutamos tão somente o cd "Zulusa" de Patricia Bastos para comemorar a nossa cidade que ontem(04/02/2014) fez 256 anos.


Nossa canção preferida é "U AMASSU I U DUBRADÚ" de duas feras: Dante Ozzeti e Joãozinho Gomes - sentimos que letra e música são difíceis de executar, mas Patrícia canta como água que sai da nascente: corre e se expande. Outro motivo para esse gosto é a história que a letra conta, cada refrão abre anunciando o número de amores da cafusa: "u primeiro mé chegú", " u segundo mé chegú" e assim vai. Como não lembrar de "Terezinha" de Chico Buarque? Mas do nosso jeito, desse jeito caboclo tão nosso, do qual nos orgulhamos. Deixamos aqui só uma provinha, bom mesmo é degustar toda a fusão de ZULUSA.

"u primeiro me chegú
cumo quem qué’ africar
troxe dois baita tambú’
lá dé mazagão dé lá
donde tudo cumeçú
ante’ dé nós cumeçá
me juru eterno amur
sé punhú-sé a batucá
i fui tanto du quitum
i quitum i tracatá
qué a floresta sé calú
num sé ouvia um sabiá
jiripoca num piú
galo deixú dé cantá’
só sé ouvia u tá’ quitum
i quitum i tracatá
(...)"

Com Zulusa, para nossa alegria, Patrícia Bastos concorre ao 25º Prêmio da Música Brasileira em três indicações:
-Artista revelação
-Melhor cantora de música regional
-Melhor álbum de música regional





Viva a Poesia!!

Por Ezequias Corrêa

O Tatamirô Grupo de Poesia realizou duas apresentações em comemoração ao dia da Poesia (14/03/2014). A primeira aconteceu na Sala dos Escritores Amapaenses, na Biblioteca Pública do Estado e a segunda ocorreu por ocasião da programação da Virada Poética, evento organizado pela FLAP e Museu Sacaca. O Tatamirô estreou o seu mais novo recital intitulado “Improvisando Demais 2.0”, em que são declamados poemas de autores como o francês Artur Rimbaud, Paulo Leminski, Herbert Emanuel, Íbis Amazonas, Álvaro de Campos e outros. É sempre uma satisfação muito grande poder levar ao público o prazer de cantar e declamar a boa poesia, sobretudo quando se trata do seu dia.

"Improvisando demais 2.0" - Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda
"Improvisando demais 2.0" - Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda
"Improvisando demais 2.0" - Virada Poética da FLAP 2014