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Cia Experimental de Dança Waldete Brito (PA): intérpretes-criadores

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Caso do Vestido Carlos Drummond de Andrade Nossa mãe, o que é aquele vestido, naquele prego? Minhas filhas, é o vestido de uma dona que passou. Passou quando, nossa mãe? Era nossa conhecida? Minhas filhas, boca presa. Vosso pai e vem chegando. Nossa mãe, dizei depressa que vestido é esse vestido. Minhas filhas, mas o corpo ficou frio e não o veste. O vestido, nesse prego, está morto, sossegado. Nossa mãe, esse vestido tanta renda, esse segredo! Minhas filhas, escutai palavras de minha boca. Era uma dona de longe, vosso pai enamorou-se. E ficou tão transtornado, se perdeu tanto de nós, se afastou de toda vida, se fechou, se devorou, chorou no prato de carne, bebeu, brigou, me bateu, me deixou com vosso berço, foi para a dona de longe, mas a dona não ligou. Em vão o pai implorou. Dava apólice, fazenda, dava carro, dava ouro, beberia seu sobejo, lamberia seu sapato. Mas a dona nem ligou. Então vosso pai, irado, me pediu que lhe pedisse, a essa dona tão perversa, que t...

Tatamirô e For Rainbow - ensaio do dia 18.08

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Nossos ensaios para o For Rainbow acontecem todos os dias às 23h e terminam por volta de 02h da madrugada, mas ninguém reclama, é o horário que temos. Ontem, o filhote mais atuante da cultura amapaense, Clarice, veio para energizar o ensaio. Alexandre Avelar, o pai, e integrante da Banda Mini Box Lunar, cuidou de nosso som. Parceria é tudo! ULISSES REVISITADO                                                 Herbert Emanuel Um lance Um lacre Os dados na embalagem Pra seguir viagem Pois partir é preciso, meu amor - e para onde? Outro mar Outras paragens Que nos aguardem O riso rouco do acaso O risco louco do atraso De perder-se Encontrar-se Pérola doce Circe E cobrir-se Com seu manto Pois partir é preciso, meu amor Chegar, nem tanto!

Tatamirô e For Rainbow - ensaio do dia 17.08

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Começamos os ensaios para a IV Mostra For Rainbow assim que o Coletivo Palafita nos convidou. Para nós é sempre uma oportunidade ímpar integrarmos o Tatamirô e o Pium Filmes em prol da liberdade. Paulo Rocha está produzindo o vídeo de nossa apresentação Minhocas na cabeça – título do novo poema-canção de Herbert Emanuel, inspirado em um pequeno poema de Mario Pirata. Além dos poemas declamados por mim (Adriana Abreu) e da gaita de Ivan Ibarra, teremos a estréia (compondo o elenco do grupo) de Karen Pimenta e seu violoncelo. Minhocas na cabeça                                           Herbert Emanuel, inspirado num poema de Mario Pirata Minhocas quando amam mamam  Minhocas quando amam gamam  Minhocas quando amam tramam  Minhocas quando amam se amalgamam

Desertos, Poesia (in)cena

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  “A personagem é como um camafeu!”   Estávamos entre a plateia seleta do espetáculo Desertos . A atriz Flávia Teixeira iniciou a apresentação na escadaria que fica nos fundos do teatro e que dá acesso imediato ao palco onde somente 60 assentos estavam disponíveis.  Ficamos no palco, junto à personagem, para adentramos na poesia íntima e visceral de Micheliny Verunschk, poeta pernambucana escolhida para construção da dramaturgia de Desertos .    Geografia íntima do deserto                                          Micheliny Verunschk I - O corpo amoroso do deserto   Teu corpo   branco e morno   (que eu deveria dizer sereno)   é para mim suave e doloroso   como as areias cortantes   dos desertos.   Que importa   que...

TATAMIRÔ NO 4º FOR RAINBOW - Mostra Itinerante de Cinema

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O FOR RAINBOW é um dos mais importantes festivais de cinema e cultura da diversidade sexual em nosso país. O Festival foi criado no Ceará, mas há quatro anos ganhou uma versão itinerante que percorre diversos cineclubes do Brasil. Aos poucos o Festival começa a ganhar dimensões internacionais, pois durante as mostras são exibidos filmes do Brasil e de diversas outras partes do mundo, formando um “caleidoscópio audiovisual” de manifestações estéticas da multidiversidade humana vivenciada em nosso planeta. 2011 é o ano da revolução audiovisual no Amapá,  e em sua quarta edição, o FOR RAINBOW – Mostra Itinerante de Cinema chega ao nosso Estado através do CineParaíso , um dos 150 cineclubes brasileiros selecionados para receber a Mostra. Em Macapá, a programação contará mostras audiovisuais, exposições multimídia de artes visuais e performance poética conforme a programação abaixo. Local: Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço (Av. FAB) Data: 21/08/2011   ...

Cores na Rotunda, Amapá na I Mostra Sesc Amazônia das Artes

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O representante do Amapá no SESC Amazônia das artes é o grupo de teatro Cores na Rotunda com a montagem do texto Cordel do amor sem fim da dramaturga Cláudia Barral (BA). Consideramos este espetáculo a exposição genuína de um trabalho cênico pela qualidade de sua execução. Ao lado de Hileia Desvairada, dirigida por Zeniude Pereira; Esperando Godot, versão da Companhia Super Nova e Coroa de Dálias do Grupo Cínicos; o Grupo Cores na rotunda vem arejar os ares do teatro amapaense e confirmar o que disse o poeta e dramaturgo francês Antonin Artaud o teatro é o local em que se refaz a vida. O espetáculo Cordel do amor sem fim sob a ótica do Grupo Cores na Rotunda “faz a união da commedia dell’arte (gênero teatral baseado na improvisação e no uso de máscaras) com a literatura de cordel, apropriando-se também das técnicas circenses. A dramaturgia se desenrola em Carinhanha, sertão da Bahia, às margens do rio São Francisco. Os contadores cantam e contam a história das três irmãs: Tereza,...

Sonoro, múltiplas paisagens

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Ontem à noite, em conversa com os artistas do Grupo Corpo de Arte Contemporânea (AM), depois do espetáculo, confirmamos que a arte da dança, em especial a dança contemporânea é a mais híbrida dentre os seus pares, dialoga efusivamente com outras linguagens artísticas.  O espetáculo Sonoro é uma obra sempre em processo, um jogo arquitetado entre as fronteiras do acaso e da necessidade. São corpos sinestésicos que reverberam no tempo-espaço em que atuam e nos atingem como uma gota ou pedra que cai sobre a superfície de um lago e seu efeito chega a lugares que não conhecemos. Uns se sentiram anestesiados, outros alucinados, mas impossível ser um espectador passivo.  VER O CORPO VERO CORPO VÊ-LO ALVO DE ALGO (ALGUM DESEJO?) VÊ-LO NOVELO EM MINHAS MÃOS                                Herbert Emanuel